Batendo pelos que se foram
Ou batendo pelos que voltaram
Os tambores de Minas soarão
Seus tambores nunca se calaram
Ou batendo pelos que voltaram
Os tambores de Minas soarão
Seus tambores nunca se calaram
[Milton Nascimento e Márcio Borges, Tambores de Minas]
Passados alguns meses do meu début na terra tio Sam, já não há mais o que me faça ter saudade do Brasil. Me chamem de insensível ou o que queiram, mas me sinto em casa, como me senti em cada um dos lugares por onde passei, deve ser coisa do zodíaco (sempre o zodíaco), peixe que é peixe sobrevive em qualquer poça d'água.
As saudades que tenho são saudades antigas, saudade de casas velhas, de cheiros e de gente. Saudades de coisas que eu sei não serão como minhas saudades as pintam. Saudades que essa gente não entende e me toma por infeliz. Essa saudade, porém, é coisa do ser mineiro, de cultivar lembranças do fogão à lenha, do lamento dos escravos, das ruas de pedra, do badalar triste dos sinos das igrejas do Rosário, de menino subindo ladeira, de rios correndo pro mar. É saudade que sempre vai me acompanhar, seja aqui ou lá, é a tristeza que Drummond tornou pública e ainda insistem em não entender. E eu vivo bem com minhas saudades e meus desejos de estar em lugares que nem sei que lugares são. Mas, por agora, se eu pudesse, e meu dinheiro desse, faria a vontade de Sophia e ficaria por aqui forever.
Pena é esse mundo ter fronteiras pra me arrastarem de volta. Já é de longa data esse meu desprezo por fronteiras, mas isso é matéria pra outro post. Enquanto der vou ficando por aqui... e sonhando Brasis que não existem senão em meus sonhos.
As saudades que tenho são saudades antigas, saudade de casas velhas, de cheiros e de gente. Saudades de coisas que eu sei não serão como minhas saudades as pintam. Saudades que essa gente não entende e me toma por infeliz. Essa saudade, porém, é coisa do ser mineiro, de cultivar lembranças do fogão à lenha, do lamento dos escravos, das ruas de pedra, do badalar triste dos sinos das igrejas do Rosário, de menino subindo ladeira, de rios correndo pro mar. É saudade que sempre vai me acompanhar, seja aqui ou lá, é a tristeza que Drummond tornou pública e ainda insistem em não entender. E eu vivo bem com minhas saudades e meus desejos de estar em lugares que nem sei que lugares são. Mas, por agora, se eu pudesse, e meu dinheiro desse, faria a vontade de Sophia e ficaria por aqui forever.
Pena é esse mundo ter fronteiras pra me arrastarem de volta. Já é de longa data esse meu desprezo por fronteiras, mas isso é matéria pra outro post. Enquanto der vou ficando por aqui... e sonhando Brasis que não existem senão em meus sonhos.
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