"Sabiá lá na gaiola fez um buraquinho, voou voou voou..."
E eu fugi, vim-me embora. Eu sempre soube que iria embora, que meu destino era ir embora. Nunca soube pra onde, ou por quanto tempo, mas sei que nasci pra ir-me embora. Quando já não há mais o que colher, é hora de ir. E uma vez que se vai, sabiá come as migalhas do caminho de volta. Não há volta.
Meu medo sempre foi ficar e contar as histórias alheias, as histórias dos que se foram, histórias que não fossem as minhas próprias. Eu ainda contarei histórias, que não serão minhas, mas de um povo, contarei sozinha, pra folhas de papel ou um notebook, é meu destino, contar as histórias das pessoas. Não contrariarei o destino, mas vou indo, pra onde a banda tocar.
"Eu sou que nem sabiá, quando canta é só tristeza e vontade de chorar..."
De longe as histórias ficam mais bonitas e eu posso me ver menina tentando fugir de cometer os erros (já cometidos) que foram cometidos antes de mim. Talvez eu tenha demorado muito a escolher a hora de ir embora, talvez não haja mais conserto para o errado, mas ainda vale o antes tarde do que nunca, e se bem aprendi cedo pode ser cedo demais, e o arrependimento pode vir cedo demais.
Hoje não quero mais voltar atrás, se eu pudesse voltar no tempo, eu não voltaria no tempo, quero consertar o que fiz daqui e seguir adiante. Eu nunca pensei no que encontraria por aqui e não encontrei o que poderia ter pensado que encontraria, mas cá estou caminhando pra um mais um ano em terras estrangeiras. Sei que aqui não é meu lugar e chegará a hora de ir embora. E quando a hora chegar quero botar minha mochila nas costas (e puxar as três malas de cacaria que o Capitalismo me proporcionou) e ir embora com a certeza do dever cumprido e do erro consertado, dos remendos feitos, pra outra terra ou terra velha, pra onde quiserem me levar.
Talvez lugar nenhum seja meu lugar. E um dia terei que voltar, achar o caminho que se perdeu, nem que seja pra dizer adeus e voltar à estrada.
Hoje não quero mais voltar atrás, se eu pudesse voltar no tempo, eu não voltaria no tempo, quero consertar o que fiz daqui e seguir adiante. Eu nunca pensei no que encontraria por aqui e não encontrei o que poderia ter pensado que encontraria, mas cá estou caminhando pra um mais um ano em terras estrangeiras. Sei que aqui não é meu lugar e chegará a hora de ir embora. E quando a hora chegar quero botar minha mochila nas costas (e puxar as três malas de cacaria que o Capitalismo me proporcionou) e ir embora com a certeza do dever cumprido e do erro consertado, dos remendos feitos, pra outra terra ou terra velha, pra onde quiserem me levar.
Talvez lugar nenhum seja meu lugar. E um dia terei que voltar, achar o caminho que se perdeu, nem que seja pra dizer adeus e voltar à estrada.

1 comments:
I couldnt think you are more right
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