[Fidel Castro Ruz - 18 de fevereiro de 2008]
Se me faltavam motivos, ou 'inspiração', para escrever, agora os tenho (um post que seja).
Cuba já não existe! Não, a ilhazinha não submergiu no Mar do Caribe, tampouco foi bombardeada pelo inimigo a 90 milhas. Mas a Cuba, tal como a conhecemos, tal como a conheci, já não existe. Fidel, o último mito vivo, nas palavras de sua excelência, o presidente Lula, seriamente debilitado por sua doença e sem condições físicas de se manter à frente do governo cubano, renunciou nesta semana.
Mesmo em discordância com os métodos implantados pelo Comandante na ilhazinha, mesmo não achando que as pessoas devam ser privadas de seus direitos de ir e vir e ainda menos de seu direito perpétuo de pensar e expressar pensamentos a seu bel-prazer, é admirável como Cuba resistiu e resiste às pressões do Imperialismo americano.
Ainda que irrelevante para os rumos do Socialismo ou fim do Capitalismo no mundo, Cuba é a pedra no sapato do Governo estadunidense (que não consegue fazer cair o regime na ilha e não o fez graças à mão firme de Fidel), não porque Cuba represente um perigo à economia mundial, que o mundo vá se inspirar na ilhazinha e se voltar contra a atual ordem, pelo contrário, o mundo (inclusive eu) parece se lançar, a cada dia com mais voracidade, aos braços do Capitalismo, do Brasil utópico do então aspirante a presidente Lula a China de Mao, já não restam esperanças para o Socialismo.
Cuba não é e jamais será uma ameaça ao Imperialismo - representasse Fidel uma ameaça e já teria sido exterminado, tal qual o foi Saddam, nos porões da ditadura disfarçada estadunidense -, mas a plaything nas mãos do presidente Bush - em cuja face posso antever um sorrisinho imundo de satisfação ao assistir à queda voluntária do Comandante -, que apenas quer a ilha para sua incrementar sua coleção, para mostrar aos amiguinhos como ele conseguiu tomar, do vizinho chato e fraquinho, seu brinquedo novo.
Talvez ainda não seja chegado o fim, talvez Cuba ainda resista, Fidel continua lá, por trás de tudo, manipulando com mãos, outrora firmes, os movimentos de seu irmão Raul e os caminhos de uma Cuba pós-Batista, de uma Cuba que resistiu a todo o bloqueio imposto, que conseguiu fazer admiradas sua educação e saúde, apesar dele.
Já não acredito que o mundo possa ser igual, que as pessoas possam ter iguais direitos e oportunidades, que as leis se façam valer de forma igual para todos e que todos possam gozar dos mesmos benefícios, perdi-me no meio do caminho, tornei-me egoísta, estúpida, não sei como aconteceu... aconteceu! E a renúncia de Fidel lançou a pedra que faltava para o enterro de meus mais belos sonhos. O meu marxismo, há muito debilitado e fraco, caducou, lavou as mãos... ya no me quiero ir a Cuba.
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